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Fórmulas de Física I PDF Imprimir E-mail
Escrito por Nilson   
Ter, 06 de Julho de 2010 18:03

I) CINEMÁTICA ESCALAR

A) MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME(MRU)

s = so + v.t

 

B) MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO(MRUV)

v = vo +a.t

s = so + vo.t + (1/2)at²

v² = vo² +2a(s - so)

C) LANÇAMENTO VERTICAL NO VÁCUO ( eixo y orientado para cima)

c1) origem no solo: se a partícula for lançada do solo temos so = 0, do topo de um edifício so > 0, abaixo do solo so < 0.

c2) no eixo y orientado para cima → temos como consequência:

na subida: g < 0, v > 0 e vO > 0

na descida:  g < 0, v <0 e vo < 0.

c3) Equações (sempre  a = -g)

v = vo +a.t

s = so + vo.t + (1/2)at²

v² = vo² +2a(s - so)

 

D) QUEDA LIVRE ( eixo y orientado para cima)

d1) origem no solo: so > 0

d2) no eixo y orientado para cima temos: a = -g, vo = 0, v < 0)

d3) equações:

v = a.t

s = so + (1/2)at²

v² = 2a(s - so)

 

II) CINEMÁTICA VETORIAL

A aceleração de uma partícula é a taxa de variação de velocidade no tempo. A velocidade pode variar em módulo, diração ou em ambos. Quando a velocidade varia em módulo temo a aceleração tangencial. Quando a velocidade varia em direção temos a aceleração centrípetra. A aceleração resultante é a soma vetorial da aceleração tangencial com a aceleração centrípetra. Em módulo temos: ar2 = at2 + acp2

 

A) LANÇAMENTO OBLÍQUO ( eixo y orientado para cima)

a1) componentes da velocidade inicial

vox = vo.cosθ

voy = vo.sensθ

 a2) Equações Gerais

x = xo + vox.t

vy = voy -g.t

y = yo + voy.t - (1/2)gt²

vy2 = voy² -2g(y - yo)

a3) Equações particulares: para o caso onde a particula é lançada do solo e cai no solo.

altura maxima: Hmax = vo2sen²θ/2g

alcance: x = vo2sen(2θ)/g

 

a4) Velocidade

v2 = vox2 + vy2

 

B) LANÇAMENTO HORIZONTAL ( eixo y orientado para cima)

b1) componentes da velocidade inicial

vox = vo

voy = 0

 b2) Equações Gerais

x =  vo.t

vy =  -g.t

y = yo  - (1/2)gt²

vy2 =  -2g(y - yo)

b3) Velocidade

v2 = vo2 + vy2  

 

C) MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME (MCU)

c1) equações básicas

s = so + v.t

θ = θo + ω.t

acp = v²/R  ( aceleração centrípetra)

v = 2πrf ( velocidade linear)

ω = 2πf (velocidade angular)

v = ωr  (relação entre as velocidades linear e angular)

T = f -1 ( relação entre período e frequência)

c2) sistema de poliias

quando giram em eixos diferentes: v1 = v2

quando giram em  torno do mesmo eixo: ω1 = ω2

 

D) MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORMEMENTE VARIADO( MCUV)

d1) Equações angulares

ω = ωo + α.t

θ = θo + ωot + (1/2)αt²

ω² + ωo2 + 2α(θ - θo)

 

 d2) equações lineares

v = vo + a.t

s = so + vo.t + (1/2)at²

v² + vo² + 2a(s - so)

 

DINÂMICA

 Resalvando-se o estudo de cinemática, todo o estudo de mecânica fundamenta-se em dois alicerses: as leis de Newton e as leis de conservação (a conservação da energia e a conservação da quantidade de movimento linear e angular). Tudo que vier além disto é apenas acessório ou consequência.

 

I) AS LEIS DE NEWTON

1ª LEI DE NEWTON - quando a força resultante que atua em uma partícula é nula ela estará em repouso ou em movimento retilineo uniforme(MRU).

a) Equíbrio translacional ou repouso

(F1X + F2X + F3X +...+Fnx)i + (F1Y + F2Y + F3Y + ...+Fnx)j = 0

F1X + F2X + F3X +...+Fnx = 0  → ΣRx = 0  ( aplicada na direção x)

F1Y + F2Y + F3Y + ...+Fnx = 0   → ΣRy= 0  ( aplicada na direção y)

b) equilíbrio rotacional ( T é o torque das forças externas)

T1 + T2 + T3 + ......+ Tn = 0

 

2ª LEI DE NEWTON - a força resultante que atua em uma partícula é igual ao produto da massa pela sua aceleração.

a) Forma translacional

Fr = m.a

Se decompor as forças que atuam na partícula nos eixos x e y temos:

(F1X + F2X + F3X +...+Fnx)i + (F1Y + F2Y + F3Y + ...+Fnx)j = maxi + mayj

F1X + F2X + F3X +...+Fnx = max    ( aplicada na direção x)

F1Y + F2Y + F3Y + ...+Fnx = may    ( aplicada na direção y)

b) Forma rotacional ( Tn = Fn. Ψ é o torque das forças externas e Ψ é o braço da força)

T1 + T2 + T3 + ......+ Tn = I α,   onde I é o momento de inércia

OBS: braço de uma força é a distância perpendicular do pòlo à linha de açao da força.

 

3ª LEI DE NEWTON - para cada força de ação que atua em um corpo há uma reação que tem módulo e direção iguais e sentidos opostos.

A ação e reação atuam em corpos diferentes simultaneamente e por isso nunca se cancelam.

 

II) TRABALHO E ENERGIA

A) TRABALHO:

ζ = F.ΔS.COSθ      ( trabalho de uma força constante)

ζp = ±mgh           ( trabalho da força de gravidade - peso)

ζfel = ±(1/2)Kx²     (trabalho da força elástica)

ζatrito = - μ.N.Δs     ( trabalho da força de atrito)

ζ = A   ( nos diagramas F x d a áre da regiao limitada pelo gráfico e pelo eixo das absciissas é numericamente igual ao trabalho)

 

B) ENERGIA

Ec = (1/2)mv²   ( energia cinética de translação)

Ep = mgh         ( energia potencial gravitacional)

Eel = (1/2)kx²   (energia potencial elástica)

E = Ec + Ep      ( energia mecânica)

 

 C) A CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MEÃNICA - quando sobre a particula atua somente forças conservativas ou forças não conservativas que não realizam trabalho, então a variação de energia mecãnica é nula.

 ΔE = 0

Ef - Ei = 0

Ef = Ei

Ecf + ΣEpf = Eci + ΣEpi

(1/2)mvo2  +mgh1 +(1/2)k1x12  =  (1/2)mv2  + mgh2 + (1/2)k2x22

 

D) CONSERVAÇÃO DA ENERGIA EM GERAL - mesmo em situações onde a energia mecânica não se conserva mais, podemos considerar a energia de forma mais abrangente. Neste contexto podemos considerar que a energia ainda se conserva. Isto é quando falamos da energia em geral. Dada pelos teoremas abaixo.

 

 d1) Terema da variação da energia cinética - a variação de energia cinética de translação de uma partícula entre dois pontos é igual a soma dos trabalhos que as forças conservativas e não conservativas realizam sobre a partícula.

ΔEc  = ζNC + ζC

ΔEc = (ζat +  ζf1  ζf2 + .....+ ζn) + (ζpeso +   ζf,elstástica  +   ζf,eletrica)

Ecf - Eci = (ζat +  ζf1  ζf2 + .....+ ζn) + (ζpeso +   ζf,elstástica  +   ζf,eletrica)

(1/2)mv² - (1/2)mvo2 = (ζat +  ζf1  ζf2 + .....+ ζn) + (ζpeso +   ζf,elstástica  +   ζf,eletrica)

 

d2) Teorema da variação de energia mecânica - a variação de energia mecânica de uma partícula que se move entre dois pontos é igual a soma dos trabalhos das forças não coservativas.

ΔE = ζNC

Ef - Ei = ζat12 ....+ ζn

(Ecf + ΣEpf) - (Eci + ΣEpi) = ζfarf1f2 ....+ ζfn

[(1/2)mvo2 + mgh1 + (1/2)k1x12)] - [(1/2)mv2 + mgh2 + (1/2)k2x22 ] = ζfatr1f2 ....+ ζfn

 

III) QUANTIDADE DE MOVIMENTO LINEAR E IMPULSO DE UMA FORÇA

A) QUANTIDADE DE MOVIMENTO LINEAR: por ser uma grandeza vetorial ele é caracterizado por módulo, direção e sentido.

Módulo:    Q = m . v

Direção: a mesma da velocidade

Sentido: o mesmo da velocidade

 

B) IMPULSO: também grandeza vetorial.

MóduloI = F.Δt

Direção: a mesma de F

Sentido: o mesmo de F

C) TEOREMA DO IMPULSO: a variação da quantidade de movimento de uma partícula é igual ao impulso da força atuante nela.

 I = ΔQ

 

 D) A CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO ( MOMENTO LINEAR)

Quando não há forças externas na direção do movimento das parículas or a interação entre ela s ocorre em um intervalo de tempo muito curto, então o momento linear da partícula conserva-se nesta direção. As principáis interações entre partículas de um sistema são choques, disparos, empurrões, explosões, puxões,....

 

Qf(sistema) - Qi(sistema) = Fext.Δt = 0

Qi(sistema) = Qf(siistema)

m1v1 + m2v2 + m3V3 +.....+mnvn = m1v1' + m2v2' + m3v3' + ....+mnvn'              (soma vetorial para movimentos retilíneos)

Se o movimento for no plano xy então a equação da conservação do momento linear será da forma abaixo.

(v1x + v2x + v3x+ ..+vnx)i + (v1y+ v2y+ v3y+....+vny)j =  (v2x' + v2x' + v3x'+...+vnx)i  + (v2y' + v2y' + v3y'+...+vny)j

 

E) CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR NOS CHOQUES

 

e1) Choques elásticos - são os choques onde a energia cinética do sistema conserva-se.

v1' = (2m2.v2 / (m1 + m2) + (m1 - m2).v1 / (m1 + m2)

 

v2' = (2m1.v1 / (m1 + m2) + (m2 - m1).v2 / (m1 + m2)

 

v1 = velocidade inicial da partícula 1                          v2 = velocidade inicial da particula 2             

v1' = velocidade final da partícula 1                           v2' = velocidade final da partícula 2

m1 = massa da partícula 1                                       m2 = massa da partícula 2

 

e2) Choque inelásticos - são os choques onde há perda de energia cinética do sistema e as partículas não se separam após a colisão

m1v1 + m2v2 = (m1 + m2).v'

 

e3) choques parcialmente elásticos - são os choques onde há perda de energia cinética do sistema e as partículas separam-se após estas colisões. As duas equações abaixo em geral são usadas porque teremos duas variáveis.

m1v1 + m2v2 + m3V3 +.....+mnvn = m1v1' + m2v2' + m3v3' + ....+mnvn'     e   coeficiente de restituição = vrd / vra

   

 

IV) GRAVITAÇÃO

 

1) Lei da gravitação universal - todos os corpos atraem-se uns para os outros segundo a equação abaixo.

F = G m1.m2d -2

 

 2) As leis de Keppler:

 

1ª Lei - os plenetas descrevem órbitas elipticas em torno das respectivas estrelas com esta em um dos focos.

 

2ª Lei - o segmento de reta que une a estrela ao planeta varre áreas iguais em intervalos de tempos iguais.

 

3ª lei - a razão entre  o período ao quadrado e o raio médio ao cubo é igual para todas as estrelas que giram em torno da mesma estrela.

 

T²/R³ = 4π²/GM

 

3) aceleração da gravidade

 

g = GM/r²   ,   ( r = R + h)

 

4) Velocidade de um satélite ou planeta em órbita considerada circular

 

vo = √GM/r   onde r é o raio da órbita (r = R + h)

 

5) Velocidade de escape - é a velocidade suficiente para um um corpo chegar ao infinito com energia nula.

 

ve = √2GM/r²

 

6) energia total de um astro em órbita circular

 

E = - (1/2).GMm/r   ,    (r = R +h)

Última atualização em Ter, 31 de Agosto de 2010 00:38